O JORNALISTA PLÍNIO LINS INICIA “FORA DE PAUTA” EM 2012
12/01/12
No próximo dia 12 de janeiro de 2012 tem inicio no Barroco Comedoria no Jaraguá o projeto “Fora de Pauta” comandado pelo Engenheiro Agronômo Mário Agra. Trata-se de um projeto que tem o objetivo de envolver jornalistas alagoanos em uma série de debates e entrevistas.
No jornalismo político podemos dizer que os jornalistas estão ao comando de tudo, sempre na espreita com o olhar fixo e o faro bem apurado à procura de uma boa pauta, sempre à procura de um assunto polêmico, um furo de reportagem, uma informação valiosa e principalmente uma pergunta constrangedora…
Geralmente os políticos são o alvo principal, estão sempre na mira de uma caneta ferina, de um texto mortífero que sem rodeios traz à tona os principais acontecimentos da história atual. Mas, e se os papéis fossem trocados?
Essa é a proposta do projeto “Fora de pauta”, um projeto diferente, descontraído, que trará semanalmente um jornalista para o centro da “arapuca” armada pelo engenheiro Agrônomo Mário Agra no Barroco Comedoria localizado no boêmio bairro do Jaraguá. Quem diria… Os jornalistas dessa vez serão o prato principal, tendo que responder as perguntas de um político.
O primeiro entrevistado será o jornalista Plínio Lins, pioneiro em projetos desse tipo em Alagoas com o “Conversa de Botequim”, Plínio é dono de um dos textos mais respeitáveis da imprensa alagoana.
Plínio foi boêmio, aventureiro, Bancário, militante do PCdoB, assessor parlamentar de Renan Calheiros e posteriormente Eduardo Bomfim, participou juntamente com Cláudio Humberto Rosa e Silva da coordenação de campanha de Fernando Collor para governo de Alagoas e também fez parte da equipe de comunicação na campanha de Lula em 89 e ainda foi Secretário de Comunicação do Prefeito Djalma Falcão.
A entrevista será no restaurante “BARROCO” na Rua Sá Albuquerque, em Jaraguá e acontecerá a partir das 20h, o bate-papo contará ainda com a participação especialíssima do compositor Herman Torres e do ator e poeta Chico de Assis. Mário Agra comandará o bate-papo da noite e em seguida os presentes também poderão fazer suas perguntas a Plínio Lins. “Será um bom momento para perguntarmos o que ele nunca disse em público” afirma o Engenheiro Mário Agra.
Até agora, além de Plínio Lins, já confirmaram os seguintes jornalistas e radialistas: Joaldo Cavalcante; Antônio Pereira; Marcelo Firmino; Roberto Vila Nova; Jorge Oliveira; Ricardo Mota; Valdice Calheiros; Luiz Dantas; Ênio Lins; Zé Elias; Eliane Aquino; França Moura; Fátima Almeida; Edvaldo Júnior; Gorete Pompe; Canetinha; Odilon Rios; Luis Vilar; Manoel Miranda; Marcos Rodrigues; Antonio Sapucaia, Flávio Gomes de Barros; Antonio Torres; Miguel Torres; Maresia; Luiza Barreiros entre outros.
O quê? Projeto “Fora de Pauta” com Mário Agra e Plínio Lins
Onde? Barroco Comedoria no Jaraguá
Quando? 12 de Janeiro a partis das 20h.
A entrada é gratuita!
O CRB voltou, o CRB voltou…
13/11/11
Confesso que não esperava por isso, não só por ser torcedor do outro time grande de Maceió, mas pela contextualização de como se deu a chegada do Clube de Regatas Brasil à sua terceira participação na Série C do Campeonato Brasileiro de Futebol. O CRB passou perto da zona de rebaixamento do Campeonato Alagoano (!), terminando-o em sexto graças à competência do eterno (interino) Joãozinho Paulista que, como sempre, não foi efetivado.
O grupo nordestino da primeira fase da Série C ainda trazia alguns problemas este ano. O Fortaleza participaria do mesmo grupo B que o time alagoano, que teve a companhia de América-RN, Guarany de Sobral-CE e do Campinense-PB, com maior orçamento. Com altos e baixos, o time chegou à última rodada livre do rebaixamento e enfrentaria o desesperado Fortaleza, na casa do adversário, podendo se classificar até com uma derrota. E ela veio…
A primeira crise nesta Terceira Divisão veio junto. O Fortaleza disputava diretamente com o Campinense para não ser rebaixado. Os adversários dos paraibanos eram o Guarany, que tanto podiam ser classificados quanto rebaixados. Na disputa em Campina Grande, o Campinense venceu por 1 a 0. Cabia ao Fortaleza vencer por quatro gols de diferença e venceu. Imagens do Carlinhos Bala pedindo mais um gol, ou xingando o zagueiro; outras do goleiro do CRB supostamente recebendo a informação de membro da comissão técnica do adversário; e reservas do Fortaleza claramente pedindo a Aloísio Chulapa para que o clube deixasse fazer o gol que os adversários precisavam.
A confusão foi parar no STJD que, para variar, nada fez de claro, punindo alguns jogadores dos dois clubes. Os times só receberam multa por terem atrasado, e muito, para iniciar a partida e o segundo tempo. (Posteriormente, o STJD “interferia” direto na disputa, ao rebaixar o Brasil de Pelotas, por ter colocado jogador suspenso em campo na primeira partida; e o Rio Branco, que daqui a pouco traremos à tona).
No nosso penúltimo texto por aqui tratamos do outro problema que veio junto de Fortaleza. O então técnico Flavio Lopes denunciou a falta de condições de trabalho em Alagoas, onde poderia até faltar uma boa alimentação para os jogadores. O presidente do clube, e deputado estadual, Marcos Barbosa o demitiu no dia seguinte na rádio estatal.
Na segunda fase, o CRB teria pela frente América-RN, Rio Branco-AC e Paysandu-PA. Teria, porque depois tudo mudou. Mas antes, logo no primeiro jogo, o banho de água fria. Empate em casa por zero a zero com o Rio Branco. Na segunda rodada, o empate fora de casa com o América-RN foi um bom resultado. Porém, o Paysandu vencia os acreanos fora de casa e pulavam para seis pontos em dois jogos, com grandes chances de acesso, especialmente porque ainda teria mais dois jogos em casa.
TUDO, TUDO MESMO, MUDOU
Na terceira rodada, num jogo difícil contra os líderes do grupo, o CRB fez uma partida regular, mas com bom aproveitamento das chances conquistas: 3 a 0 e bons sinais para os alagoanos. No jogo em Belém, uma excelente atuação do goleiro Anderson e o gol do veterano Aloísio Chulapa surpreenderam os paraenses, que de classificados passaram a ter uma crise, com demissão de técnico pedida pelos jogadores. O CRB chegava a oito pontos em quatro jogos, com um jogo em casa contra o América-RN para conseguir a classificação. Se estava bom, tudo ficou ainda melhor.
Numa briga que se arrastava entre justiça comum e a justiça desportiva. o Grupo E parou por algumas semanas sob ameaça de todo o futebol brasileiro ser punido pela FIFA porque o Rio Branco teria entrado na justiça comum. É bom que se explique. A Procuradoria do Acre entrou com ação para que a Arena da Floresta pudesse ser usada pelos clubes acreanos – o Plácido de Castro, na Série D, também seria beneficiado. Mas porque o estádio é estadual e quem proibiu que ele fosse utilizado foram órgãos públicos, não a CBF ou a FIFA ou quem quer que seja. Como os mais fortes vencem, o Rio Branco foi obrigado a desistir da luta por permanecer na disputa e ninguém sabe como ficará no ano que vem.
Como todos os jogos do time acreano foram cancelados, com o convite da Luverdense-MT para o torneio, o CRB foi ainda mais beneficiado. Enquanto América-RN e Paysandu haviam vencido os acreanos, o time alagoano só empatou, e em casa. Assim, ficava com sete pontos, enquanto o Paysandu ficava com três e o América-RN, com dois jogos disputados, com um. Uma vitória no jogo da primeira rodada, contra a Luverdense, em casa, poderia ser um imenso passo para a classificação antecipada.
Num Estádio Rei Pelé lotado de torcedores regatianos, como poucas vezes acontecem nos últimos dez anos, o CRB teve mais um jogo difícil, com erros na marcação, mas, curiosamente o zagueiro que mais falhava no início da partida foi o autor do gol da vitória: Felipe. No final do jogo, grande festa da torcida, dos jogadores e dos dirigentes em campo. Após ser rebaixado da Série B, após 15 anos na competição, em 2008, e mais dois anos fugindo do rebaixamento da Série C, o time tinha tudo para voltar à competição. Bastava um empate contra o América, em casa, ou contra a Luverdense, em Mato Grosso. E talvez nem isso.
E nem precisou. O inverso que se deu com o Rio Branco ocorreu agora. A Luverdense empatou por 1 a 1 com Paysandu e América-RN e carimbou o passaporte dos alagoano para a Série B do ano que vem. Agora, um empate num dos últimos jogos pode garantir uma final inédita para o CRB, contra o Joinville-SC, que esperará quase um mês para esse confronto. Não é algo inédito para Alagoas porque o ASA disputou a final contra o América-Mg em 2009. Mas se agora vier o título…
FUTURO
O próximo jogo, e a grande festa da torcida, será na próxima quarta-feira, no confronto contra o América-RN no Estádio Rei Pelé.
Da nossa parte, resta continuar acreditando no futebol alagoano, para, ao menos nos campos, sermos lembrarmos por grandes resultados – não problemas com o STJD ou com comida de técnico – para um Estado com tantos problemas sociais e de supostos casos de corrupção. O ASA conseguiu sair da zona de rebaixamento da Série B nesta rodada. Faltando dois jogos para o término da competição, a nossa torcida é para que ele se mantenha e faça com que Alagoas tenha dois representantes na Segunda Divisão Nacional.
Livros
29/10/11
Sempre gostei de livros. Gosto do cheiro, da textura, da companhia que bons personagens fazem. Alguns livros podem mudar paradigmas. Trazer esperança. Inspirar lágrimas. De livros considerados “modinhas” a livros pouco mencionados, é raro quem nunca se emocionou com um. Eles já têm milhares de anos na história na humanidade, há quem diga que estão em via de desaparecer por causa do avanço tecnológico. Mas, por enquanto, os que preferem ler num tablet são minoria.
O livro é ritualístico. Enquanto se lê, cria-se um vínculo com seu suporte material. O que atribui a ele a capacidade de inspirar sensações mesmo depois de muito tempo. Se você encontra um livro que leu, vai dar aquela pausa de reconhecimento. Talvez parar e folhear pra matar as saudades se gostou dele ou xingá-lo e sair logo de perto, se foi uma experiência ruim.
Neste dia 29, comemoramos o dia nacional do livro. No Brasil eles ainda não são um item considerado básico na vida. Quem tem o hábito de ler é considerado diferente da maioria, elitizado ou, até mesmo, vagabundo. Se formos pensar nos índices sociais como analfabetismo e distribuição de renda, a falta de leitura dos brasileiros fica mais evidente e comprovada pelos indicadores sociais.
O fato é que em Maceió, a V Bienal Internacional do Livro de Alagoas está sendo um sucesso de público. E, considerando que estamos no estado com o maior índice de analfabetismo do país, fazer um evento sobre livros é um grande desafio.
Outra coisa que faz com que muita gente que quer consumir literatura deixe ler é o preço dos livros. Em feiras como a Bienal, livros podem ser comprados até por R$5,00, mas, geralmente os preços não se encaixam no que a maioria pode classificador como “acessível”. Uma das maneiras de encontrar livros mais baratos são os sebos/alfarrábios. Mas nem sempre na sua cidade tem o livro procurado. Então se criou um modo de poder procurar livros em sebos de todo o Brasil sem nem sair de casa. Estou falando do site estante virtual. Lá é a Meca brasileira dos pechinchadores de livro. 
Já o www.livralivro.com é, como o nome sugere, para você poder se livrar dos livros que estão na estante, só ocupando o espaço de outros livros que você realmente queria nela. Funciona do seguinte modo: você faz o cadastro, depois põe em seu perfil quais são os livros que você disponibiliza para troca. A cada troca você ganha um ponto. E, com esses pontos tem a possibilidade de solicitar livros de outras pessoas. 1 ponto = 1 livro. Simples assim.
Tenho que avisar que esse site é muito dinâmico. A fim de conhecer mais o sistema de trocas e dizer a vocês como ele funciona, fiz o cadastro no site há dois dias. Cadastrei seis livros para troca e já tem cinco solicitações!
Abecedário I
10/10/11
A
Burrice de deixar com que uma
Crença que você tenha no
Destino te guie
É
Forçada,
Geralmente, por
Horas de pensamentos
Ingratos sobre a
Joça que é essa vida.
Lentamente
Melancolicamente
Não
Optamos por
Questão ou
Resposta utilitária.
Tateamos em vão. Assim,
Vivemos
Xingando a vida, enquanto ela segue em
Ziguezague
A estranheza causada pela camisa do ASA
08/10/11
Como alguns leitores/amigos devem saber. Eu coleciono camisas de clubes. Em cada lugar que eu viajo, eu tento comprar o uniforme do clube campeão estadual local – não tive a possibilidade de viajar para além do território nacional. Este ano, eu comprei uma do Santos, de treino, já que não achei na capital camisa de jogo; do Internacional, réplica; do Santa Cruz, uma retrô do título de 1983; e a da Agremiação Sportiva Arapiraquense.
Não vou tratar neste texto das outras camisas, meu foco será na do atual campeão alagoano. Primeiro, ao contrário de alguns outros lugares do país, mesmo sendo um time de cidade do interior, encontrei a camisa do ASA no até então maior shopping da capital. A nova remessa tinha acabado de chegar. Assim, adquiri a minha primeira camisa de time alagoano sem ser a do CSA, time do qual sou “sofredor”.
Na última terça-feira, participei de uma mesa sobre futebol organizado pelo Clube do Pop, da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS. Como a proposta era de ser o menos teórico possível, nada melhor que estrear a camisa do ASA neste dia, por mais que à noite o alvinegro arapiraquense fosse enfrentar nada mais nada menos que a BarceLusa, como é conhecida a Portuguesa nesta excelente campanha na Série B nacional.
Desde a primeira vez que vesti a camisa, o modelo II – preto, estranhei. Não apenas por ser a do ASA, e não a do CSA. Não tanto por ser preta com detalhes em branco, cores às quais juntas me lembram um arquirrival. Não. O motivo é a quantidade de patrocinadores espalhados por quase todos os cantos do uniforme – ainda não são todos, porque o Corinthians segue à frente neste quesito, com patrocínio de desodorante nas axilas e de camisinha no ombro (no ombro?).
São tantas marcas espalhadas, “Viva Arapiraca!”, empresa para agricultores, cuscuz, supermercado, arroz, “Alagoas é bonito demais”, … Ufa! Como não poderia deixar de acrescentar dois conhecidos de vários clubes do país inteiro, de várias divisões: o Banco BMG – que esteve envolto ao “mensalão” – e a Lupo.
Quando olho para a camisa, sinceramente, a atenção é tão dispersa que provavelmente o que menos se nota é que o símbolo do ASA aparece em dois lugares diferentes na frente: o escudo tradicional no peito e um menor na gola. A camisa é até bem feita pela Tronadon, com uma fita que vai de um ombro ao outro, com símbolo do ASA, a frase “ASA Gigante” e o ano de fundação do clube, 1952.
Atrás, para caber três nomes de patrocinadores e para que o patrocínio da Lupo possa ser visto com a camisa para dentro ou para fora, a camisa tem mais 20 cm.
Tudo bem. Eu sei que se o Corinthians Paulista precisa fazer isso para se manter como a marca mais valiosa do futebol brasileiro, com contratos de patrocínio entre os maiores do mundo, a situação para um time do interior alagoano é ainda pior. Inclusive, diferente do Rio Grande do Sul, que conta com o estatal Banrisul para muitos clubes, não temos um grande patrocinador local. Sobra para as prefeituras e o Governo do Estado darem uma “ajudinha” num Estado com tantas deficiências como o nosso.
Mesmo assim, um cuidado com a principal marca do clube, o seu escudo, deveria existir. E pensar que há 11 anos muitas pessoas reclamavam quando o símbolo da Pepsi era maior que o escudo do Corinthians na camisa do clube paulista. Outros tempos…
O OTIMISMO… E CERTO PAÍS DA ÁFRICA
25/09/11
Tonho Guerreiro
Tenho um amigo nascido em certo país da África. Às vezes me pergunto: será que ele tem condições objetivas, para ser um otimista?
Penso que sim, desde que existam motivos concretos para tanto. Com as informações que ele me passou sobre o seu país, analisei os seus motivos para ser um otimista. É um fato, que o país africano no qual o meu amigo nasceu, tem um território imenso, muitas riquezas naturais, uma natureza maravilhosa e um povo fantástico. Mas…
O tal país africano foi colonizado por uma antiga potência européia, uma das donas do mundo, na sua época. Durante o período colonial, esta potência saqueou vorazmente todas as riquezas do país. Destruiu as florestas. Escravizou e exterminou a população nativa. Os negros, por serem negros, não eram considerados humanos e sim animais de carga e trabalho. Escravizados, eram a única mão de obra de toda a produção agrícola, desse país da África.
A colonização não deixou absolutamente nenhum traço positivo para o futuro desse país africano e sim uma cultura de corrupção, empreguismo e privilégios, enraizada na elite dominante. E o aumento populacional multiplicou o número de pobres, analfabetos e sem acesso à educação. Só a elite teve acesso aos estudos. E mesmo assim, estudos mal direcionados: a mediocridade colonial, fez com que, nos últimos trezentos anos, as faculdades desse país formassem milhões de bacharéis, com emprego certo na máquina burocrática pública, na política e nos tribunais. As graduações em ciências exatas foram relegadas a um distante segundo plano. Nestes últimos trezentos anos, esse país da África, nunca valorizou a tecnologia. A Física, a Matemática, a Química foram ciências esquecidas nas universidades.
Como resultado, esse país sempre se ressentiu da falta de grandes cientistas e pesquisadores. De engenheiros, físicos e matemáticos. O país é a Terra do Nunca. Nunca teve grandes inventores, nunca se soube de qualquer descoberta relevante ou fundamental, criada por seus cientistas e também nunca se soube de nenhuma patente revolucionária registrada no país. Nunca ganhou e provavelmente nunca ganhará um Prêmio Nobel. Nunca houve a criação de qualquer obra, teoria ou corrente de pensamento científico, decisiva para a trajetória do homem, no Planeta Terra.
Até hoje, sua economia é baseada na exportação de matérias primas. Vende para os gringos, minério de ferro a preço de banana. E os gringos transformam o minério em produtos de tecnologia avançada, que vendem de volta, ao país, por preços cinqüenta vezes maiores. O desprezo pela ciência e tecnologia levou à ausência de desenvolvimento, de inovação e de produtividade. A grande herança cultural, de costumes e de mentalidade, que a colonização deixou, foi o clima de salve-se quem puder, que se tem hoje nesse país africano.
Não se sabe hoje, nas altas esferas desse país, o que é patriotismo, decência, seriedade, competência e capacidade gerencial. Nos negócios, nas empresas, nos três poderes, nos governos que se sucedem: de direita, de centro, de esquerda. A regra é uma só: vamos aproveitar. Para uma minoria privilegiadíssima, o otimismo é um fato concreto. A antiga elite dominante, dos tempos coloniais, transformou-se hoje, em várias “elites”. Todas muito bem de vida. Nas capitais dos estados, nesse país da África, têm-se imóveis com preços por metro quadrado igual aos preços de Nova York, Londres, Paris, Cingapura, Dubai. Todos vendidos. Praias maravilhosas, com resorts fantásticos e diárias para milionários árabes. Todos lotados. Lojas luxuosas, com preços estratosféricos, sempre cheias de ávidos consumidores. Nas alamedas e nas avenidas ajardinadas dos bairros nobres, deslizam carros que são verdadeiros palácios móveis. Alguns, com preços de apartamentos de luxo. E todos, com longas filas de espera, nas concessionárias. As viagens internacionais batem recordes. Os nativos ricos desse país africano adoram viajar. E sempre para destinos caríssimos e muito chiques. E haja otimismo!
O que incomoda e muito, as “elites”, nesse país africano, é a existência… do povo. Para estas “elites”, não fosse o povo, esse país seria uma maravilha. O povo é feio, analfabeto e sem estilo. No povo, existem até marginais! Vêm do povo, os assaltantes, os seqüestradores, os ladrões de banco. O povo nunca terá uma boa educação. As “elites” acham que, como o nível das escolas públicas implantadas pelos governos, é uma piada de mau gosto, o povo se aproveita disso para se deixar ficar na ignorância eterna. E eterna, será a sua condição de só trabalhar em subempregos. Acham que no povo, sempre haverá muita gente que se deixará matar pelo álcool, pela maconha, pelo crack. E sempre estarão morando em favelas imundas, morrendo aos milhares, nas enchentes, inundações e desabamentos. E os que escapam, sempre voltam a morar nestes mesmos lugares horríveis. Assim, acham que o povo não aprende. E o povo é a maioria esmagadora, da população desse país africano. E esta maioria, cresce em proporções geométricas. Quanto mais sofrem com a miséria, com o crime, com a droga, com as doenças, com o descaso e a roubalheira desenfreada do “sistema”, mais procriam, mais colocam filhos sem futuro, nesse país sem futuro. Se o povo continuar crescendo desse jeito, chegará o dia em que todas as suas “elites” reunidas, irão caber numa Kombi. Coisas de um país que teve a má sorte de se situar na África.
E o otimismo?
Sejamos otimistas, então. E neste caso sou obrigado a fazer aqui, duas observações. Na primeira, faço uma defesa das “elites”: apesar de meterem o pau no povo, elas, na verdade, lhe são muitíssimo gratas. Reconhecem, para alegria geral que afinal, é o povo, esse povo tão mal falado, quem elege os políticos escolhidos pelas próprias “elites”, para representar e lutar pelos interesses… delas. E só delas.
Assim, de maneira “desinteressada” e otimista, viva o povo!
A segunda observação é a respeito deste texto. Iniciei-o com a frase: “Tenho um amigo nascido em certo país da África.”.
Permiti-me, usando uma espécie de “licença ficcional” (se é que isto existe), manter esta localização geográfica: África, até aqui.
Mas… e se for preciso mesmo, ser um otimista?
Então, esse país no qual o meu amigo nasceu não seria na África.
Filé, camarão ou falta de alimentação?
20/09/11
Após mais de um mês fora deste espaço, voltamos a escrever para o Sururu Fresco. Bem que o assunto poderia ser os bons resultados dos times alagoanos em três séries do Campeonato Brasileiro. O ASA voltou a vencer após cinco jogos e mantém uma posição tranquila quanto ao rebaixamento; o Coruripe classificou em primeiro em seu grupo na Série D e terá que enfrentar um “Mundão” (Santa Cruz) na segunda fase; e o CRB, mesmo goleado, está na segunda fase da Série C.
Mas não. O Galo da Pajuçara se envolveu em duas grandes polêmicas no final de semana. A maior delas, e muito difundida na imprensa nacional, foi a dúvida que paira no ar sobre o resultado do jogo contra o Fortaleza, que venceu justamente pela quantidade de gols que necessitava para não ser rebaixado, com pênalti duvidoso, expulsão de goleiro mais duvidosa ainda e supostas conversas entre jogadores dos dois clubes. Enquanto isso, o Campinense venceu o seu jogo contra o Guarany de Sobral – apesar de ter visto um impedimento grotesco sendo marcado contra o adversário quando o jogo estava no zero a zero. Promessas de ações na justiça desportiva…
Para não continuar a difundir um assunto que está por aí para quem quiser chegar a uma opinião, o assunto é a segunda polêmica. Vamos ao contexto…
O CRB nos dois últimos anos de Série C precisou de uma vitória na última rodada, sob o comando (de sempre) de Joãozinho Paulista, para evitar o desastre de cair mais uma vez de divisão. Neste ano, mesmo com um grupo mais complicado, com a presença do Fortaleza, e com o elenco mais barato dentre os cinco clubes, conseguiu não só passar longe do rebaixamento, como alcançou uma vaga na segunda fase da competição.
Tudo tranquilo? Não quando se trata de um dos grandes clubes da capital alagoana…
Em entrevista após a partida em Fortaleza, o então técnico do CRB, Flávio Lopes, reclamou da estrutura do clube, em especial da alimentação oferecida aos jogadores em Maceió. Como resposta, o presidente, e deputado estadual, Marcos Barbosa o demitiu durante programa esportivo na estatal Rádio Difusora, na manhã do domingo. Segundo Barbosa, o motivo é para que ele não voltasse a mentir em clube nenhum. Afinal “quando ele estava no América de Natal, vivia com os salários atrasados. Aqui ele vivia comendo filé e camarão”.
Lopes disse depois que agradecia a oportunidade, mas que suas palavras não foram bem entendidas, pois só queria o bem do clube, que realmente não teria estrutura. Mesmo não querendo polemizar, ele reclamou que a diretoria não sabe resolver os problemas internamente. Além disso, “não divulgaram que eu já havia colocado meu cargo à disposição por duas vezes, minha relação com eles estava desgastada. O CRB não tem nenhuma infraestrutura. Não quero ir contra presidente ou diretor. Estou indo pegar minhas coisas no hotel para deixar Alagoas e não quero complicação. Gostaria que fossem ao clube e observassem a alimentação entregue aos atletas no dia a dia, as condições do vestiário. O presidente veio com uma conversa que eu como camarão. Não quero camarão, quero uma alimentação digna para um time de futebol”.
Estou a mais de 3000 km de Maceió no momento e quando soube dessa demissão a primeira palavra que veio à cabeça foi “amadorismo”. Primeiro por demitirem um técnico que, aparentemente, estava fazendo um bom trabalho. Depois, porque entre acreditar no Marcos Barbosa e no Flávio Lopes, tendo a crer no técnico. O que dizer de um time que há anos luta para não perder boa parte do patrimônio, com ajuda da prefeitura de Maceió – da mesma forma que o seu arquirrival, CSA – para não perder o pequeno estádio, e ações na justiça para não perder o CRB Beer? Sem falar a quantidade de vezes que o atual presidente ameaçou deixar o cargo por falta de apoio (financeiro).
Será que só penso assim porque tendo a não acreditar nos políticos alagoanos?
O desabafo alheio
12/09/11
Um texto que deve ser lido e repassado.
Por: João Kepler. Um investidor anjo no caos da produção alagoana.
Apoio (ou a falta dele) Governamental a eventos Culturais em Alagoas
Muito se fala nos absurdos dos grandes patrocínios em supostos “eventos culturais” espalhados pelo Brasil. Patrocínios Federais de entidades, de órgãos públicos e de empresas de economia mista para todo tipo de evento, seja pela Lei Rouanet ou não. A polêmica do suposto desvio desses recursos está sendo investigado, o que é ótimo! Por outro lado, eventos culturais de verdade na essência estão sendo visto com ótima perspectiva de alavancagem do turismo das cidades e de valorização da cultura local de cada Estado e tem obtido cada vez mais apoio o que é muito positivo para o entretenimento cultural da população.
No Estado de Pernambuco, por exemplo, o Festival de Música Coquetel Molotov que acontece em Recife tem apoio incondicional do Governo do Estado, sem falar no Festival de Música de Garanhuns. No Ceará, tem o Ceará Music com total apoio público do Governo do Estado do Ceará entre muitos outros exemplos pelo Brasil de atenção, dedicação, parceria pública privada e adequado tratamento a cultura, lazer e entretenimento para a população pelos Governos.
Infelizmente em Alagoas, é muito diferente, além de ser uma verdadeira via crúcis buscar apoio do Governo Estadual, com protocolos e ofícios inócuos pra lá e pra cá, reuniões e mais reuniões, burocratas botando dificuldades, sensação humilhante como se estivéssemos de joelhos pedindo favores, sempre acabam precisando do aval da secretaria A ou B que tem mais recursos ou moral do que a C ou D, no final das contas é sempre a mesma balela, quando recebemos o apoio verbal, efetivamente nunca se materializa de fato. Todos perdem tempo! O Governo perde uma ótima oportunidade de incentivar a produção de eventos no Estado e os produtores e realizadores perdem um apoio fundamental.
A questão do incentivo cultural para eventos de música não é uma problemática apenas de Alagoas, mas aqui é tudo OVER no sentido negativo, para se ter uma ideia, o Estado de Alagoas é o único Estado no Brasil que a Cultura não é beneficiada por esse tipo de investimento e NÃO tem uma Lei Estadual de Incentivo a Cultura. Por isso, Lideranças culturais Alagoanas reclamam que existe um projeto de Lei pronto, elaborado em 2009 pela Secretaria de Estado da Cultura, mas está parado na Secretaria de Estado da Fazenda, com o argumento de que deve ser analisado detalhadamente. Além disso, o Fundo de Cultura do Governo do Estado, que apesar de ter sido criado em 2008, até hoje, segundo essas mesmas lideranças, nunca fomentou nenhuma atividade do setor por falta de verba. Se não for isso, por favor me corrijam!
A ausência de apoio político à cultura em Alagoas não é algo exclusivo da gestão atual deste Governo, mas os reflexos imediatos disso, somados ao desconhecimento da importância desse tipo de eventos no calendário anual e o adequado entendimento deste tema pelos gestores públicos, se agravam a cada momento, à medida que cada grande inciativa local não consegue apoio e termina sofrendo pela falta de AVAL governamental.
Mas João, por quê você tá afirmando isso? É simples, senti na pele recentemente um suposto “desinteresse” com o evento Maceió Music Festival. Imagine um evento grandioso que se propõe a valorizar a cultura local, com um palco chamado Guerreiros composto por 6 bandas Alagoanas eleitas por voto popular via internet, com 8 atrações de música Pop e MPB nacional, gastronomia local, tenda com produtos Alagoanos, onde pelo menos 20% dos ingressos vendidos foram para outros Estados e 20% para o interior do Estado, com geração direta de mais de 500 trabalhos e renda para uma grande cadeia produtiva e ocupação dos hoteis. Enfim, um evento com potencial enorme tanto no aspecto cultural como no aspecto do turismo Estadual, que pode até ser comparado a um mini Rock In Rio em Maceió, se for para entendimento do que foi proposto a realizar.
O que queríamos do Estado? Claro que investimentos para ajudar a inciativa privada, pelo menos nos custos do palco Guerreiros Alagoanos, mas se não fosse possível, que fizessem a divulgação Regional e Nacional para atrair o maior número de turista ao Estado ou que pelo menos nos dessem um Aval (qualquer apoio), Sabe o final desta história? Depois de tantas idas e vindas, pedimos para pelo menos que o valor da locação do terreno do Estado onde será o evento fosse abonada. Sabe o que ganhamos? Não tivemos resposta e ainda temos que pagar a conta do aluguel do espaço PÚBLICO que está sem iluminação alguma. É porque aqui não temos um local para realização de grandes eventos. (Tá entendendo!?)
Sabe o que diz o site da SECULT (Secretaria de Cultura de Alagoas)? que no mapeamento das Políticas e Ações Culturais, umas das áreas e segmento cultural é a Música Popular, como o POP, o Rock e o MPB como área de interesse direto do Governo. Pasmem!! E sobre as bandas locais, o site declara o seguinte: “As bandas de música e/ou filarmônicas também têm prioridade na agenda da Secretaria de Estado da Cultura. O objetivo é estimular a criação de circuito estadual de apresentações, incentivar a ampliação do repertório com elementos da cultura popular e estimular a regularização das bandas como entidades civis.” (http://www.cultura.al.gov.br/politicas-e-acoes/projetos-bandas/ ) Acho que pelo menos nisso, o Maceió Music Festival se encaixaria nesse contexto, não!?
Ainda pesquisando no Google sobre a SECULT, os únicos projetos de Música que tivemos notícia foi o Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Misa), em Jaraguá e o I Prêmio de Incentivo à Produção de CDs e/ou DVDs. Além disso, recentemente o Ministério da Cultura, juntamente com a Funarte estiveram em Maceió para discutir sobre investimentos e intercâmbio da Música entre os Estados do Nordeste. (Não sei informar o resultado efetivo disso, alguém sabe ?)
Segundo o mesmo site da SECULT, o apoio cultural nos últimos três anos tem aumentado em Alagoas. Realmente Veja:
Ano Projetos culturais apoiados Recursos
2007 85 R$ 314.115,23
2008 120 R$ 510.536,90
2009 343 R$ 1.941.150,68
No site Portal Transparência do próprio Governo as contas da cultura são muito maiores, somente em 2009 os gastos na SECULT foram de R$ 5.542.396,72 contra os R$ 1.941.150,68 declarados em apoio cultural no site da Secult. Seria muito bom se esses valores fossem demonstrados detalhadamente cada projeto do investimento e a aplicação cultural informada. (não estou desconfiando e nem supondo nada, apenas seria muito bom publicar isso!)
Confira o que mostra o site Transparência do Governo de Alagoas, sobre os favorecidos e gastos em CULTURA até agora em 2011 no valor de R$ 4.559.597,36 -> Clique Aqui! Apesar de ser muito genérico a relação da despesa, pelo menos dá pra ter uma noção!
O que chama atenção é o investimento declarado em Comunicação do governo e as despesas do Instituto Zumbi dos Palmares, outros dois órgãos que poderiam ter apoiado o FESTIVAL com pelo menos em mídia e divulgação para atrair mais divisas ao Estado. Vejam a relação das despesas até agora (2011):
SECRETARIA DE ESTADO DA COMUNICACAO – SE - R$ 9.405.207,60 – Clique Aqui!
INSTITUTO ZUMBI DOS PALMARES – IZP – R$ 3.184.629,49 – Clique Aqui!
Os artistas Alagoanos tem muito valor fora do Estado, basta ver os prêmios conquistados e a boa acolhida de produções Alagoanas em outras partes do Brasil. O que falta aqui não é talento e bons produtores honestos de eventos, o que falta neste Estado é APOIO, entendimento do que é a diferença entre um Evento, Festival e Show e o devido direcionamento dos recursos com parceria público privada, porque dinheiro tem! Estou errado?
Antes que falem que sou contra este Governo, que eu tenho algo contra o secretário X ou Y .. Muito pelo contrário, votei no Governador Teotonio Vilela, gosto do vice Nonô, não estou falando mal de ninguém, estou trazendo fatos e dados e além do mais tenho amigos no Governo, (aliás, não procurei nenhum deles fora do ambiente de trabalho para falar desse assunto!) mas meus queridos leitores e apoiadores do MMF, não posso me calar diante de absurdos como o descaso com o grande festival: MACEIÓ MUSIC FESTIVAL.
Mesmo sem este importante apoio governamental, o evento vai acontecer porque o publico Alagoano acreditou e porque teve apoio da iniciativa privada, como o GBarbosa, TAM Viagens, Porto Seguro, Grupo Abril (EleMidia e Contigo!) Blumare, Abys, RedPower, entre tantos outros.
Fica o registro e que sirva de atenção para entender e aprender definitivamente a separar o que é um evento de Música e Cultura de um show privado qualquer e a diferença entre Patrocínio financeiro de um Apoio efetivo governamental!
Se você concorda com meu ponto de vista, que o Governo de Alagoas deveria ter apoiado (mesmo somente com Aval e sem nenhum dinheiro envolvido) o Maceió Music Festival divulguem em suas Redes Sociais e republiquem em seus sites e blogs!
Fonte Pesquisa: http://alagoanos.com.br http://www.transparencia.al.gov.br http://www.trezentos.blog.br http://www.cultura.al.gov.br/
Fonte:http://joaokepler.blog.br/?p=4312







